Salvador terra da alegria, território de maioria africano-brasileira (Narcimária Luz). Cidade outrora repleta de energia, de coisas bonitas e da hospitalidade. Mais de 100 assassinatos em menos de 100 dias em Salvador. A violência impera na cidade privatizada, onde a juventude negra não tem oportunidade de lazer e diversão, onde tudo se paga e a carestia é insuportável, para mim, que não olho apenas para o meu umbigo. A violência do poderes públicos contra os jovens negros quando não promovem a cultura e a arte de forma acessível, nem oportuniza o jovem viver a sua própria cidade. Quando a único remédio que é vislumbrado pelos gestores públicos é a polícia, violência respondendo à violência.
A pobreza se agudiza a cada dia, e neste cenário a violência só tende a se agravar em todos os campos. Uma das últimas atrações que poderia ser grátis na Terça da Bênção, que era um espaço de vivência e cultura era o Show das terças-feiras do cantor Gerônimo na escadaria da Igreja do Carmo, agora é pago, R$ 20 reais na Praça Pedro Arcanjo. Acabou a Praça do Reggae, agora virou um matagal. A ladeira do Couro, acabou, era a vida do local. A lanchonete ao lado do ala de Arte agora do Itaú, um espaço para se lanchar e ver o por do sol da Praça Castro Alves, acabou, agora é um estacionamento. Não temos mais livrarias na cidade que não sejam evangélicas, livrarias com outras obras apenas nos Shoppings Centers, como estimularemos a leitura? Não temos o contato com o teatro, por que este é cercado, não temo mais os festivais para a juventude na Concha Acústica, somos a cidade do tinha e acabou, como será o contato do jovem com a arte e a cultura na cidade de Salvador? Apenas nos paredões de som? Ficaremos segregados e confinados nos nossos próprios bairros por toda a vida?
Mas, nós, soteropolitanos continuamos caminhando como os Zumbis de The Walking Dead, continuamos hipnotizados e sorrindo de nossa própria desgraça, até que a morte chegue em nossas famílias e vizinhos, e ai choraremos e rezaremos pedindo a Deus que nos livre da violência sem que tomemos coragem de agir em nossa própria causa. Ficamos em nossas casa, apartamentos fechados e o mundo pegando fogo lá fora e cada dia mais negros inocentes ou não são assassinados, ou vitimas de assaltos a qualquer momento. Ou todos assustados até o último assalto a ônibus. Ah! mas eu tenho o meu carro!
Mas podemos dizer que esta violência está na certeza da impunidade que se manifesta desde a prática da corrupção pelos nossos líderes políticos governista, quando digo governistas são os políticos em suas várias instâncias, que são atualmente os piores exemplos, e estes exemplos se desdobram se inserindo no seio da sociedade. Até quando assistiremos catatônicos à nossa desgraça. Até quando veremos os políticos se inserindo em nossas comunidades sem um trabalho significativo, a não ser apenas para implantar um morador cooptado que não colabora para o desenvolvimento da comunidade nem com ações que envolvam a juventude numa atividade cultural.
Mas o que vejo em Salvador são pessoas , cooptado dos políticos, órgão públicos e gestores públicos que a cada dia alargam o campo do privado, aqueles empresários que apenas querem ganhar mais dinheiro a cada dia sem promover algo que enobreça a mentalidade da maioria dos jovens. Sinceramente a cada dia fico mais indignada, decepcionada com a miséria cotidiana da cidade de Salvador que é tida na campanha municipal como Primeira Capital do Brasil; e a estadual Bahia, a Terra Mãe do Brasil, mas parece madrasta, e nem todas as madrastas. A cada dia que saio o observo atentamente, Salvador para mim é motivo de muita tristeza e decepção. Os nossos patrimônio cultural a cada dia deteriorados, exemplificando: a Feira de São Joaquim enfim será um mercado perdendo as suas características principais, ficará apenas na memória na Exposição Lá e Cá de Sérgio Guerra,
Mas, penso que um dia chegará a cura desta mentalidade colonial, desta submissão e alienação desmedida, cura da herança da mentalidade das capitanias hereditárias e seremos novamente a Salvador repleta de energias positivas e deixando de ser esta vergonha que atualmente se instala sobre ela.
Um homem/mulher
preto(a) incomoda muita gente! Dois homens/mulheres pretos(as),
incomodam, incomodam muito mais! Dois homens/mulheres pretos(as),
incomodam muita gente, Três homens/mulheres pretos(as), incomoda muita
gente. Quatro homens/Mulheres pretos(as), incomodam, incomodam,
incomodam, incomodam muito mais! Esta musiquinha reflete a realidade do o carnaval de Salvador.
https://brasiliamaranhao.wordpress.com/2012/01/30/carnaval-racista-salvador/. A matéria em que a imagem foi retirada está no link anteriormente citado.
Este texto promove uma reflexão sobre o carnaval de Salvador e como os pretos e pretas foram perdendo o espaço dentro dele. Agora muitos deles estão presentes como vendedores ambulantes e catadores de latinha. Mesmo sendo o fomentador, passa a ser figura coadjuvantes, de segundo plano até nos vídeos publicitários promotores do carnaval para o turista das administrações públicas. A imagem acima é a prova cabal da exclusão dos pretos no carnaval de Salvador. Assim como o vídeo abaixo que faz a divulgação internacional para a captação de recursos para a cidade. Est foi considerado e é racista para muitos e muitas pessoas conscientes de tudo que acontece na cidade. Link para o vídeo: http://atarde.uol.com.br/bahia/salvador/noticias/1718835-video-sobre-salvador-e-considerado-racista-por-internautas.
Fonte: Jornal A Tarde.
O carnaval de rua de Salvador contava com a presença da população negra. Os(as) brancos(as), não racistas que declaram que no Brasil é tudo misturado brincavam os seus carnavais nos clubes privados. Mas, na rua era mais gostoso, mais divertido, os turistas adoravam e o povo baiano também. Os(as) brancos não se contiveram e saíram de seus clubes, mas, com as cordas, enfim, não podiam se misturar com os(as) pretos(as). E assim vai o carnaval sem cordas para o povo e turistas. Os pretos saíam nos blocos de índio. Tupys, Comanches, Apaches do Tororó, nas Escolas de Samba, Bafo da Onça, Calouros do Samba, Diplomatas da Amaralina, ES Unidos
do Politeama, Filhos da Feira de São Joaquim, Filhos do Tororó,
Juventude do Garcia, Liga Independente do Samba, Ritmistas
do Samba, Ritmos da Liberdade, Unidos do Vale do Canela, Verde e
Rosa, e De Hoje a 8.
Mas, isto
passou a incomodar aos administradores e então começaram a defender a profissionalização do carnaval e do baile a fantasia passou à homogeneização dos abadás. Então fixaram os olhares para os blocos e nos barraqueiros, estes agora pagariam
impostos ou taxas para participarem da festa. Agora os blocos pagam: Impostos sobre circulação, Associação de percussão, taxas para vender,
catar latinha, para cantar(direitos autoriais), dentre outros. O carnaval de Salvador passou a ser palco de "celebridades" para lançarem os seus hits. Então o patrocínio e a mídia viram o campo perfeito para gerarem lucros com os camarotes e sofisticação, apenas investindo em blocos de brancos.
Mas os negros e negras ainda incomodavam demais e ainda era preciso mostrar para o
mundo o Brasil branco e o carnaval foi redirecionado para o Circuito
Barra/Ondina exclusivo para brancos e turistas. Neste circuito por exigência principalmente dos artistas globais, que queriam ver os afros, o que faz a prefeitura inserir O Ilê Aiyê, Olodum e Filhos de Gandhy um dia neste circuito. Assim a prefeitura de Salvador acaba o carnaval para a população negra, direcionando as melhores atrações para o Circuito Barra/Ondina deixando o Campo Grande com atrações quase que desconhecidas. Detalhe no novo circuito só existe espaço para blocos e camarotes, nada de foliões. Acabou o circuito com as melhores
atrações no Circuito do Campo Grande, local que era do carnaval
tradicional de Salvador. E os(as) cantores(as) que realmente faziam o carnaval acontecer nem são citados pelos organizadores da festa.
Aí começa o racismo
Nenhum bloco afro até o ano de 2016 tem patrocinadores que não sejam instituições públicas, nenhuma empresa privada patrocina bloco afro em Salvador, nenhuma cervejaria. As empresas privadas investem pesado nos blocos que podemos dizer de brancos, vide imagem que encabeça este texto. Na imagem vemos os brancos nos seu reduto seletivo em plena folia e os negros a maioria fora na pipoca oprimido num espaço determinado pela prefeitura, algo em torno de 2 metros no Circuito Campo Grande e no Barra/Ondina, 0 (zero) metro.
Os blocos de branco começaram a selecionar pessoas pela cor da pele e endereço, morador da periferia não podiam sair em blocos de brancos(as), mas não era racismo, racismo era não poder sair brancos nos blocos Afro, principalmente o ILê Ayiê, que é o mais belo dos belos. O horário de desfile dos blocos afro eram sempre depois das 22 horas, no horário de ausência de mídia televisiva e não tinha transmissão destas entidades. Apenas a mídia internacional registrava e registra a beleza dos blocos afro.
Mesmo com o Axé Music a mídia conseguiu visibilizar apenas cantores(as) brancos, ninguém fala em Margareth Menezes, Lazzo Matumbi, nem mesmo no Carlinhos Brown. Até o arrastão que era de Carlinhos Brown agora é de Iveste Sangalo. Existem inúmeros cantores e compositores negros em Salvador, a ínfima parte deles nos circuitos da folia.
Do carnaval sem cordas e de olho nos lucros vão acabando as escolas de samba, os blocos de índios e apenas os trios elétricos e blocos de trio protagonizavam a festa, e só com cantores brancos e brancas cantando e sendo visibilizados pela mídia. Um dia, na década de 1970, um negro sentiu vontade de sair num bloco de carnaval e procurou o Bloco Os Internacinais, este negro é Vovô do Ilê Ayiê, foi barrado porque no bloco não acietava negros como foliões. Assim, Vovô funda o Ilê Ayiê onde só poderiam sair negros e negras. Aí acendeu o debate do racismo do bloco Ilê Ayiê, que deveria aceitar brancos, mas os brancos não podem aceitar negros. Blocos como Olodum, Ilê Ayiê, Os Negões tiveram projeção devido ao interesse da imprensa internacional, mesmo assim continuam invisibilizados na cidade.
Mas mesmo assim com circuitos exclusivos para pretos e brancos, sutileza racista do racismo camaleônico, crime perfeito e cirúrgico, doméstico brasileiro, os blocos afro desfilam mais cedo. Mas por que? Carlinhos Brown sugeriu o Afrodromo apenas para os blocos afro. Ave Maria, racismo, discriminação,guetificação. Mas, como o Brasil não é racista nem Salvador (a exemplo da imagem que encabeça este texto), foi uma debate muito grande e assim blocos afro hoje apenas tem um horário mais acessível. No entanto, na cidade de maioria negra os blocos afro não são do agrado de muitos, e de muitos pretos e pretas.
Agora a parceria do publico inserindo verba no privado
Agora é pago, R$ 500.000,00 para Ivete Sangalo e R$ 340.000,00 reais o governo da Bahia pagou para os dois cantores saírem sem cordas um dia da semana, na quinta-feira de Carnaval. Quer dizer, saíamos dem cordas há muito tempo, agora é pago.
A hora da ditadura
A
ditadura, agora quem brinca carnaval em Salvador perdeu o
direito de escolha da cerveja, só pode comercializar cerveja SCHIN,
passando a ser ilegal beber cerveja de outras marcas, ou consumir outro
produto como dizem. Ah! Vivemos num
país democrático e de direito, eu esqueci!! Cso seja um vendedor ambulante ou casa comercial do circuito da festa comercializar Skol, Bavária, Brahama, Itaipava, Antárctica são penalizados pagando uma multa para reaver as suas mercadorias.
Os jovens negros
Para a policia Militar de Salvador, os que tem a epiderme mais escura são potencial traficantes e ladrões. A abordagem a estes jovens é algo nojento. O olhar do policial é seletivo. Ele olha ao redor e age, no jovem mais preto. Eu vi este ano: Olhou, mirou um jovem negro, abordou, colocou-o com as mão para trás. Encontrou um canudo de plástico - canudo para beber refrigerante, jogou fora. Depois um dos policias confabulou com um PM e resolveu deixar o jovem dançar atrás do Olodum. Mas, ainda a trás do Olodum A Guarda Municipal e PM, cutucavam com o seu cassetete a costela de alguns jovens que passavam meso que estes não tivessem fazendo nada, apenas dançando
Outras manifestações racistas nos carnaval brasileiro
Não apenas o carnaval de Salvador, mas o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, também criação dos pretos, ao permitirem a presença da mídia e das empresas privadas a exemplo da Rege Globo vemos agora outro desenho. Os(as) os destaques atualmente, são em maioria pessoas brancas, as rainhas de baterias celebridades e brancas. As mulheres negras no ano de 2016 são apenas duas como rainha da bateria. No Brasil, quando o negro ou a negra faz algo exitoso a elite branca se apropria, invisibiliza e exclui o negro e passando então a protagonizar as invenções culturais dos(as) pretos(as) e as vezes, é uma pena com o aval do próprio preto. Coitado(a), achando, penso eu, que os(as) brancos(as) vão o(a) valorizar. Delírio, brasileiro não gosta de brasileiro e não gosta de pretos e pretas.
Um dia li no facebook! Racismo na UFC, como não nego logo pedi para ser adicionada. Fui a uma reunião, no CRESS (Conselho Nacional de Serviço Social), praça da Gentilândia, Benfica. Lá Conheci Lucas Aquino a vítima do racismo ufcenese. Tudo bem, muitas falas, muitas indignações, representantes de várias entidades todas insatisfeitas com o caso. Até cogitamos uma campanha que tomou corpo em outra reunião e se denominou: Não Mexe Comigo que Eu Não Ando Só: mexeu com um mexeu com todos. Muito bonito, bravo e agressivo. Todos unidos! Entrei nesta, mesmo sabendo que o resultado seria a morte da campanha em poucos meses, mas não devemos desistir e ir até o fim e ver no que daria.
E foram reuniões, organização de campanha cujo lema foi supracitado. Como parte da campanha "organizamos" uma mesa de debates que se intitulou: I Mesa de debate contra o racismo na UFC. Estiveram como palestrantes pessoas gabaritadas como: Zelma Madeira (UECE/CEPPI), Cezário Correia (AGU), Pedro Cubas (FATE) e Diltino Ferreira (UECE - Mestre), Depois uma reunião proveitosa com o Vice-reitor para assuntos estudantis e depois com o Vice-reitor (ambos da UFC) . Sim!!! E então? Resolveu o que? Quando nos encontramos novamente, cadê o Fórum de negros e negras em combate ao racismo na UFC? Ah! graças a Deus e começaram a atividades no ano de 2016, no segundo semestre e...
O Fórum morreu, por alguns meses, acabou em sua forma física como acaba o fogo de palha do povo brasileiro. Permaneceu por alguns meses um espaço para postagens de informações racistas e antirracistas e vários likes. Ele ainda existe para isso apenas. As postagens muitas delas são feitas por acaso, quase nenhuma reflexão, apenas com visualizações e muitas curtidas. Mas não é apenas de curtidas que vive o antirracismo. Ele vive de ação. Agimos da mesma forma que com os políticos. Votamos e deixamos o resto para eles resolverem quando eleitos. Assim, quando eleitos fazem o que querem e não o que deve ser feito.
Experimentei, experimentei sabendo do resultado, chamei muitos para retornarem e ver a resposta da Reitoria, mas precisava constatar as minha suspeitas de que ninguém iria se pronunciar ou ficaria esperando. Se pronunciaram, mas não apareceram. Ah! Sim! As atividades ou compromissos repentinos. E ninguém se pronunciou para irmos juntos buscar as respostas da UFC. Fui à reitoria sozinha e busquei informações sobre o caso. Solicitei que duas pessoa se disponibilizassem em qualquer horário para retornar à Reitoria, poucas curtiram e visualizaram. Nenhuma disse que iria, o dia que poderia e o horário. Eu fui objetiva, dizendo que só iria se duas pessoas se disponibilizassem. Nada! Agora eu pergunto, que luta antirracista é esta? Como podemos nos autorizar a criticar os racistas? E Lucas quantos estão com ele depois da mesa de debates e da reunião no Reitoria? Estamos aguardando o que? O Reitor fazer a campanha por nós ou acontecer outro caso de racismo para acender a nossa chama antirracista?
Agora e a hora da ironia:
Com esta demonstração prática antirracista do imobilismo diante dos casos de racismo o que fazemos? Nos indignamos a cada caso que estoura no Brasil!. Fervorosamente criticamos os racista e postamos vídeos antirracistas como se estas postagens fossem resolver o racismo camaleônico, doméstico e cirúrgico (Carlos Moore) e crime perfeito (Kabengele Munanga) brasileiro. A postura do Fórum se enquadra nas premissas Carlosmoorianas e kabengelemunangiana. O racismo é muito forte e imobiliza até os que têm boa vontade, mas ele ainda esmorece e tira as forças para a continuidade na luta e as pessoa são levadas por ele sem perceberem. A nossa atitude está inclusa nas duas premissas supracitadas
Na postagem Reaja ou será morto, tratando do caso da senhora que não quer negros morando no mesmo prédio que ela. 1.331 pessoas foram alcançada. As página do Fórum tem muitos membros. Se duas pessoas não se dispuseram ir à Reitoria verificar se as sugestões apontadas pelo fórum, no ofício entregue na reunião com a Reitoria no dia 20 de novembro de 2015, não reagem, seremos mortos sim! Por que não temos coragem de enfrentar as coisas e queremos reações imediatas. Coitados de Zumbi dos Palmares, Preto Cosme, Luiza Mahiam, Dandara, Akotirene, João Cândido, os mártires da Conjuração Baiana, negros componentes da Frente Negra Brasileira, Teatro Experimental do Negro, Associação dos Homens de Cor dentre outros se vissem a imobilidade dos jovens negros universitários, componentes de um Fórum de negros e negras em combate ao racismo, sem coragem de se disponibilizar a ir numa Reitoria para ver o resultado de uma sugestão do próprio grupo!
É por isto que dezenas de jovens negros estão sendo executados no Brasil, por esta razão que está crescente o racismo nas universidades e cresce mais ainda a ousadia do racista em se manifestarem nas rede sociais. Como brasileiros, brasileiras conhecem a reação dos brasileiros, não seria diferente com os negros e negras também brasileiras. Os ataques racistas são desconsiderados, exceto se acontecer com celebridade!
Um dia postaram no Fórum um vídeo que aborda a meritrocracia, onde duas pessoas negras são barradas pelas armadilhas da sociedade racista brasileira. Aí, eu pergunto. Nós negros agimos da mesma forma com os nossos irmão negros? O excluímos quando ele não compartilha de nossas ideias. Ah! somos democráticos é por isto! E quando estes mesmos intelectuais negros(as), não colaboram com o irmão negro(a), e quando querem os holofotes para eles/elas mesmos(as), sendo os porta-vozes dos outros negros(as). Quando querem se auto divulgarem postando os livros e artigos publicados, as palestras ministradas, as viagens para congressos internacionais. No facebook os artigos que publicam, os livros que escrevem e publicam. São estes mesmos intelectuais que ignoram os seus irmãos negros. E com esta atitude eurocêntrica dos(as) afro-brasileiro(as), ou afrodescendentes, ou afro-oportunistasos, eufro-descendente que o racismo brasileiro se alimenta.
Ah! O racismo de Fernando Pessoa. Somos expert em escrever textos e apontar o racismo dos outros, mas não temos a capacidade de analisarmos a postura, nossa de abandono e ignorância promovida por muitos dos nossos irmãos para os negros. Alguns intelectuais negros, nos campos de debates, se alguém divergir dos seus pontos de vistas acabou, o divergente está excluído do mapa acadêmico para a eternidade. Só fica o submetido, eles, os intelectuais, entendem que seja lugar de poder.
Ah! Interessante é a postura do militante, antirracista e anti-negro fazem uma palestra fabulosa, super emocionante. Mas fingem não ver o outro, quando encontra na rua, e se fecha em grupo se aliando aos negros que lhe interessam, excluindo os demais. Detalhe importante é quando solicitamos colaboração, estes mesmos
intelectuais antirracista ignoram o outro irmão negro, não responde
e-mail ou fingem que não veem a solicitação de colaboração. Mas durante a palestra ele é antirracista e cobrador da atitude alheia. No entanto estes mesmos quando lançam um livro, publicam um artigo, ou organizam um evento ficam atrás destes mesmos negros que excluiu para fazerem números em seus eventos, ou seja prestigiarem.
Lucas Aquino
Depois deste texto, muitos irmão negros(as) ficarão mais afastados(as), os que se afastaram
mais afastados ainda, para evitar problemas. Como brasileiros que são não conseguem ouvir a verdade do que foi citado acima. Para outros eu sou bocuda, e ainda para outros uma
pessoa da qual não se deve aproximar, quanto mais distante melhor. Por
que? Uma pessoa que não vai medir as palavras para falar a verdade para
os(as) que se dizem militantes e só militam em causa própria. Evitar
problema e confusão, por que ainda sou problemática e confusioninsta.
Claro que para os outros! Eu não me acho assim!
Lucas Aquino sofreu com o racismo uefceense e foi abandonado pelos irmãos negros, o limite da militância e da luta foi o fórum e a I Mesa de Debates. Depois ficou tudo a mercê da justiça que o colocou com réu. E nós o que fizemos! nada!!! O caso de Lucas não deu em nada! Ah! Esqueci, ele não é celebridade nem famoso!!!
O racismo brasileiro acabará quando o Brasil assumir ser racista e quando o(a) negro(a) e militante negros(as) brasileiros(as), tiverem como limite a exclusão do outro seu irmão negro e nem se utilizar da própria desgraça do irmão negro para se promover.
Rosi Barreto
Referências
Estudantes da UFC realizam mesa de debate com temática do preconceito racia.<http://www.ufc.br/noticias/noticias-de-2015/7453-estudantes-da-ufc-realizam-mesa-de-debate-com-tematica-do-preconceito-racial>.
Reunião na Vice-Reitoria debate direitos humanos e combate ao racismo na Universidade. <http://www.ufc.br/noticias/noticias-de-2015/7527-reuniao-na-vice-reitoria-debate-direitos-humanos-e-combate-ao-racismo-na-universidade>.
O racismo de Fernando Pessoa. <http://www.geledes.org.br/o-racismo-de-fernando-pessoa/>
Viva Zumbi dos Palmares! Este líder negro lutou e manteve um quilombo ebulindo em cultura, defesa de sua população, organização política, práticas religiosas africanas e católicas por mais de 50 anos. Onde? No Quilombo dos Palmares e outros como ........ Eu fico pensando sempre, o que Zumbi Akotirene, Rainha Nzinga, e outros lideres quilombolas ......pesariam se pudesse retornar como o mesmo Zumbi dos Palmares e visse como aumenta desastrosamente o extermínio da população negra. E mais, nós negros e negras o que estamos fazendo de concreto enquanto grupo? Fizemos sim! O Movimento Negro Unificado conseguiu muita coisa. É uma das consequências é a promulgação da lei 10.639/03 que nos permite conhecer a nossa própria história: a dos africano-brasileiro (Narcimária Luz), a do Brasil, a da África. Mas, parece que nunca conseguiremos sair da letárgica imobilizadora diante de tantas mortes. De certa forma também colaboramos passivamente para a nossa morte cotidiana apoiando as ações violentas da polícia.
Nós, negros como povo brasileiro concordamos com a vingança e a pena de morte. Também somos transversalizados pela sociedade da cordialidade, logo, muitas das vezes falamos muito, concordamos com muitas coisas e depois deixamos tudo para trás, ainda temos a tendência de afirmarmos que o que está errado está sempre certo, além de termos uma dificuldade imensa de reconhecer o erro e aceitar críticas. Isto dificulta demasiadamente a nossa luta antirracista. Não temos a capacidade de entender que não estamos fazendo quase nada que contribua em termos gerais com o desenvolvimento da população negra. É uma forma de pensamento autoritário, ditador enquanto dizemos que
vivemos numa sociedade democrática de direito. E infelizmente a
população negra está pagando caro pela falta de justiça. Entendemos que se alguém fez algo que aos nossos olhos é errado e algumas das vezes é errado, conclamamos que esta pessoa deva pagar com a morte, não clamamos por justiça. é impressionante esta atitude numa sociedade católica, evangelica, pátria do evangelho, solidária e humanitária.
Na ditadura só morria quem fosse denunciado ou suspeito de comunismo, ou seja ser contra o governo. Esta é a concepção do comunismo no Brasil. E agora? No país da democracia viva, exaltada, qualquer um basta ser negro, adolescente e ter algum volume nos bolsos ou até mesmo nada com foi o caso dos jovens fuzilados no Rio de Janeiro com 111 tiros, nós ficamos caladinhos como se nada tivesse acontecido. Acho que até agradecendo a Deus! No entanto fomos capazes de nos consternar com os atentado á França. Concluo que brasileiro não gosta de brasileiro. Por que?
1 - Aceitamos mortes cotidianas sem nos mobilizarmo e somos cristão, evangélicos, humanitário, solidários adontamos cães e gatos.... E até crianças brancas, abandonando as negras ao Deus dará, ou até que um branco a adote! Aí quando um branco faz isto existe ainda os que dizem que o fazem para aparecer, mas pelo menos fazem e nós fazemos o que?
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2 - Mesmo cristãos ficamos felizes quando matam um ladrão e dizemos nas missas todos os domingos que devemos perdoar os nosso irmão para ressuscitarmos e adentrarmos ao reino dos céus. E comungamos, e cantamos em nossos cultos e retornamos para casa assando por cima de cadáveres cotidianos.
3 - Apedrejamos pessoa que forem de religião de matriz africana, umbanda e candomblé.
4 - Somos negros mas mantemos nos longe de determinados negros que concluímos que podem ser melhores que nos, mais inteligentes, criticos, e usamos o mesmo técnica do branco EUropeu. Excluímos o negro que não concorda com algumas opiniões, mais uma face da cordialidade brasileiro, mas nos abraçamos quando reencontramos as pessoas e sentimos saudades mesmo quando não damos a mínima atenção para as mesmas no dia a dia.
5 - Ficamos apavorados quando um negro ou negra não alisa os cabelos, ou fazem permanentes. Não assumimos a nossa negritude, mas é porque o cabelo permanentado dá menos trabalho. Nós mesmos dizemos que os nossos cabeços são trabalhoso.
6 Aceitamos o sistema de educação que educa o filho do trabalhador e ainda deduzimos que ele (o filho do trabalhador) não quer nada, é violento, indisciplinado quandro muitas vezes somos nos os professores que não temos bala na agulha para dar aulas de verdade e ainda apoiamos o racismo na sala de aula. Como intelectuais que conhecemos muitos de nós, conhecemos a história do negro no Brasil. Falamos de africanidade, comunalidade, ancestralidade por que não conseguimos nos unir?Seria a síndrome de Willich, ou a afrooportunidade e afrointeresse?
Mas, eu ainda fico pensando.... Por que não conseguimos nos unir? Por que os negros que ascenderam às Secretarias determinadas pelo governo, sendo uma para a mulher Secretaria Especial de Políticas Públicas para a Igualdade Racial (SEPPIR), e outra para homem Fundação Palmares. Mesmo assim, as ações são muitas frágeis e não atinge o problema no seu âmago, nenhuma delas desenvolvem ações contundente que obrigue o governo racista brasileiro a parar de matar negros. E nós, os intelectuais o que fazemos. Muitos de nós, fazemos autopromoção, mas ações concretas sobre o que nos afeta, nada de concreto. Muitos de nós falamos do EUrocentrismo, mas estamos sedo muitas vezes EUfrodescedentes.
William Bonner achou horrível o racismo que a sua colega Maju sofreu. Thaís Araujo, Sheron Menezes e Cris Viana sofreram racismo nas redes sociais. Foi uma comoção nacional #somosthais. Mas, a Rede Globo continua mantendo, promovendo e perpetrando o racismo em suas programações. E nós #somosquem? Vejam o bonequinho espoja da casa do BBB 16! Pelos comentários nas redes sociais, não só a Rede Globo, mas as pessoas que concordam com o utensílio da cozinha da casa também o são. No país onde o boneco foi lançado, e que a minoria de pessoas são negras ele foi considerado racista!
Mas, como o inventor do boneco sabe que os brasileiros(as) em sua maioria são imbecis, irracionais e idiotas iriam comprar a ideia do boneco achando-o o máximo, ainda sabe qoe estes diriam: - aqui (no Brasil) tudo é racismo também! No entanto, o boneco Finn do filme Star Wars sobrou na prateleiras nas seções de brinquedos das lojas brasileiras, é um boneco preto! Que contradição. Que besteira! Racismo no Brasil não existe, isto é besteira!! E é mesmo diante da forma como as pessoas reagem, inclusive a população alvo do racismo, e os que se dizem militantes do movimento negro. Muitos destes militantes e intelectuais negros(as) (não todos) só se sensibilizam se puder tirar proveito da situação racista com fins políticos partidários ou objeto de suas pesquisas, mesmo dizendo que os colaboradores pretos são sujeitos da pesquisa. Se a vítima do racismo não tender para nenhuma corrente partidária o militante do movimento negro se some como éter, principalmente se a pessoa vítima do racismo não aceitar a condição de objeto de manobra política. Eu sinto vergonha da incapacidade intelectual de maioria da sociedade brasileira.
Eu nunca vi ninguém usar cabelo de pessoas brancas simbolicamente como esponja para lavar pratos, mas como é o das pessoas negras pode. Mentalidade colonial e submissa de muitos(as) negros(as) brasileiros(as) fora das redes sociais, isto é na vida cotidiana, por que nas rede sociais todos são ferozes e fervorosos contestadores!
(Não todos) - Graças a Deus está surgindo uma nova levada de jovens militantes que já entendem as motivações de certos militantes e políticos afrointeresseiros e continuam na luta, agora com os olhos abertos para os afros de todos os dois lados. Ainda existem professores, intelectuais negros que nadam contra a corrente e lutam contra o racismo.
Bom dia! Respondendo ao questionamento de minha colega Verônica! O problema da educação no Brasil é que ela nunca foi do interesse dos gestores e isto é histórico.
1º) Nunca existiu unidade nos projetos educacionais, sempre que existia algo que poderia dar certo alguém tinha um a ideia brilhante de fazer algo para ela dar errado.
2º) Embora finjamos enxergar, a grande maioria dos brasileiros eram e são negros(as) para estes(as) a educação era proibida, sendo assim a maioria da população brasileira por ano a fio permaneceu no analfabetismo.
3º) O governo brasileiro não resolveu o problema no pós-abolição, sendo assim promoveu a imigração de europeus com ela a educação para estes, tendo como consequência a marginalização da população negra principalmente no que tange á educação. Os negros e negras que se alfabetizaram foi por responsabilidade das irmandades negras brasileiras, Frente Negra Brasileira e Teatro Experimental do Negro. Os negros que estudavam eram os escravos de ganho, por que serviriam para o progresso do escravagista. 4º) Com o passar do tempo, o negro pode adentar á escola na década de 1930; A alfabetização era voltada apenas para que as pessoas apenas assinassem os seus nomes. Logo depois para dinamizar o processo de industrialização no Brasil a formação profissional sob responsabilidade do SESC, SENAC e SESI. Só depois o Estado brasileiro assume a educação da nação. Então a escola pública se voltou para a formação profissional dos filhos dos trabalhadores que são a maioria dos estudantes da escola pública, quando tinham os cursos profissionalizante. Isto no momento de industrialização brasileira. Depois que os filhos dos trabalhadores conseguiram se profissionalizar e as indústrias indo de vento em popa. Vemos logo abaixo a síntese do processo histórico da educação brasileira
5º) Depois o sistema educacional optou por formar o filho do trabalhador para a vida e para a cidadania o curso profissionalizante se tornou o Ensino Médio que conhecemos hoje que deveria formar o filho do trabalhador para fazer uma graduação. E Paralelo a isto, vem o sucateamento da educação, os salário baixo e a elaboração e perpetração da baixa autoestima dos professores.
6º) Vieram o método Lancaster, os CPAs, Telessalas, Supletivo, Aceleração, são seus discípulos, cópias pioradas. Agora facilitamos a aprovação dos estudantes, mesmo eles com nota 1,0 numa prova de recuperação, são aprovados para séries posteriores, sendo empurrados para frente com o prejuízo no aprendizado.
7º) Processo de desenvolvimento de baixa autoestima com este processo em que um estudante se esforça estuda para lograr aprovação, enquanto outro que nada faz também consegue o mesmo logro da aprovação sem méritos. Além de ser o exercício do jeitinho brasileiro. Nem todos nasceram para serem empreendedores, artistas etc. os que nasceram para estudar, fazer uma faculdade, mestrado, doutorado, pós-doutorado como poderão fazer num sistema sucateado de todos os lados promovendo a baixa autoestima de todas as pessoas envolvidas no processo educativo. Temos como exemplo as ações do nosso governo
8º) Agora os nossos políticos querem regular os conteúdos socializados na sala de aula e se estiver voltado para desenvolver o senso crítico dos estudantes será punido. Por outro lado, a maioria dos estudantes das escolas públicas brasileira são brancos ou negros? E em que sociedade vivemos? Para uma pessoa se sair de forma como muito de nós esperamos é importante que as pessoas professores e estudantes sejam bem fortes para enfrentar os projetos sucateadores da educação perpetrado por todos os gestores municipais, estaduais e federal brasileiro. A educação nunca foi e nunca será a preocupação no Brasil. Nós dentro de nossa sala de aula que devemos fazer isto.
9º) Existe uma coisa que gostamos muito, o jovem aprendiz, dinheiro no bolso dos estudantes, ao mesmo tempo que são direcionando para o mundo do trabalho sob alegação de primeiro emprego e colaboração na renda da família, aliado a inserção no mercado de trabalho sem que o empregador assuma os ônus das responsabilidades trabalhistas contratando de forma legal homens e mulheres em idade de realmente estar inseridos no mercado de trabalho? Existem ofertas de projeto de menor aprendiz nas escolas como: Anchieta, São Paulo, São José dentre outras?
10º) Não nos é dado tempo para desenvolvermos habilidades com os estudantes devido às grandes reviravoltas da próprios órgão que pensam a educação no Brasil, vejam o fechamento das escolas públicas em São Paulo? As secretarias de educação inventa coisa por cima de coisa.
11º) Juntando tudo isto, está a fórmula e resultado do experimento para o fracasso permanente da educação da nação. Assim todos nós somos culpados, a sociedade brasileira é culpada, e tudo piorará enquanto continuarmos envoltos em nossa individualidade e principalmente sem dar oportunidade aos jovens negros brasileiros. Concluindo, o resultado da democracia brasileira se expressa nos vídeo desta postagem e a falta de oportunidade perpetrada para a população negra no Brasil até a presente data e impregnada na nossa sociedade. O que maioria dos nossos estudantes passam e pelo exercício do racismo estrutural antinegro brasileiro, que se interessa na manutenção do negro na margem da sociedade brasileira. O que grande parte de nossos estudantes passam é resultado do racismo brasileiro, embora muitos de nós neguemos veementemente. A Casa Grande Não aguenta ver a Senzala fazer parte da sociedade em qualquer setor que não sejam nos serviços que na escravatura era dirigido para negros e pardos, ou seja, os ex-escravos e libertos. É assim!